Em Português, Papa Leão XIV enaltece povo angolano
- 18/04/2026
O Bispo de Roma, em discurso ao corpo diplomático, lamentou ainda as perdas que o país sofreu recentemente com as fortes chuvas que assolaram o solo angolano
Da redação

Leão XIV discursa durante uma reunião com autoridades, sociedade civil e corpo diplomático em Luanda, Angola, em 18 de abril de 2026 / Foto: Guglielmo Mangiapane – Reuters
Seguindo com sua Jornada Apostólica a Angola, o Papa Leão XIV discursou ao corpo diplomático angolano, incluindo o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço. Discursando em língua portuguesa, o idioma oficial do país africano, o Sucessor de Pedro lamentou e se solidarizou com o povo por conta das perdas de vidas com as chuvas recentes.
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“Antes de prosseguir, gostaria de assegurar a minha oração pelas vítimas das fortes chuvas e inundações que atingiram a província de Benguela, bem como expressar a minha proximidade com as famílias que perderam suas casas. Sei também que vós, angolanos, estais unidos em uma grande corrente de solidariedade em favor dos atingidos”, disse Leão XIV.
Papa Francisco
Leão XIV, em meio ao seu discurso, citou o finado Papa Francisco, seu predecessor, quando falou sobre conflitos e pacificadores. “O meu venerado predecessor, Papa Francisco, ofereceu-nos uma interpretação inolvidável: ‘Perante o conflito, alguns limitam-se a olhá-lo e passam adiante como se nada fosse, lavam-se as
mãos para poder continuar com a sua vida’. Outros entram de tal maneira no conflito que ficam prisioneiros, perdem o horizonte, projectam nas instituições as suas próprias confusões e insatisfações e, assim, a unidade torna-se impossível. Mas há uma terceira forma, a mais adequada, de enfrentar o conflito: é aceitar suportar o conflito, resolvê-lo e transformá-lo no elo de um novo processo.
Além disso, Leão XIV falou também sobre a alegria que permeia o povo de Angola. “Normalmente, consideram-se sentimentos pessoais, privados”, disse o Pontífice. “No entanto, elas são uma força intensa e expansiva, que contraria toda a resignação e a tentação de se fechar. Os déspotas e os tiranos do corpo e do espírito pretendem tornar as almas passivas e os ânimos tristes, propensos à inércia, dóceis e subjugados ao poder. Na tristeza, com efeito, ficamos à mercê dos nossos medos e
fantasmas, refugiamo-nos no fanatismo, na submissão, no ruído mediático, na miragem do ouro, no mito identitário”, ponderou.
E, uma vez mais, citou o saudoso Papa Francisco. “Como também observou o Papa Francisco: ‘A melhor maneira de dominar e avançar sem entraves é semear o desânimo e despertar uma desconfiança constante, mesmo disfarçada por detrás da defesa de alguns valores. Usa-se hoje, em muitos países, o mecanismo político de exasperar, exacerbar e polarizar'”.
A viagem apostólica do Santo Padre pela África segue até a próxima terça-feira, 21. O lema da viagem é: “Papa Leão XIV, peregrino de esperança, reconciliação e paz, abençoa Angola”.
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